Bom,
Tô eu aqui no trabalho, de bobeira, esperando o Dotto fazer as necessidades fisiológicas dele pra a gente poder partir pro Escravos da Mauá, bloco tradicional do carnaval carioca.
‘Bom’, pensei eu, ‘melhor escrever alguma coisa’. Só que eu já tinha tentado antes redigir a minha ata oficial do nosso encontro metal lá em casa pra inaugurar isso aqui, até porque o blog não é muito mais do que uma reunião dessas, só que sem uísque e cerveja.
O problema é que, devido ao elevado teor alcoólico do evento, eu não conseguia me lembrar direito das paradas que tocaram na ocasião, nem da reação específica da galera frente ao que rolou. Expus meu problema para o Dotto, o que resultou no seguinte diálogo:
[18:57] Uh-tê-rê-rê: Eu tentei escrever o post do encontro metal lá em casa aqui, mas eu não me lembrei de quase nada que tocou lá... hahahaha...
[18:57] Dotto - Monopsicografia: arcturus
[18:57] Dotto - Monopsicografia: faust
[18:57] Uh-tê-rê-rê: Só lembro que o Werter se amarrou no Arcturus e no Josh Rouse, que eu coloquei no fim...
[18:57] Dotto - Monopsicografia: aquele instrumental lá
[18:58] Uh-tê-rê-rê: Eu lembro de ter colocado Tool, Evile, uma música do último Manowar, Tortoise...
[18:58] Uh-tê-rê-rê: Eu cheguei a colocar Blotted Science durante o encontro?
[18:58] Dotto - Monopsicografia: gentle giant
[18:58] Dotto - Monopsicografia: nao sei
[18:58] Uh-tê-rê-rê: Achei que tinha rolado só antes de a gente fazer o setlist da festa...
[18:58] Dotto - Monopsicografia: talvez tenha sido antes
[18:58] Uh-tê-rê-rê: Eu lembro também que a primeira música foi Heavens Gate tocando The sentinel...
[18:59] Uh-tê-rê-rê: Ah, teve também Frantic Bleep...
[18:59] Uh-tê-rê-rê: Mas as paradas que você e o Moreto colocaram eu não me lembro... e eu devo ter colocado mais coisa que não tá vindo à mente agora...
[19:00] Dotto - Monopsicografia: eu nao coloquei nada
[19:00] Uh-tê-rê-rê: Tu colocou umas paradas do Ipod do Moreto, não?
[19:01] Uh-tê-rê-rê: O maneiro de ter tocado Faust é que a gente fez a sambadinha no ano novo...
[19:02] Uh-tê-rê-rê: O que, siceramente, deve ter sido um dos momentos mais irados da noite...
[19:02] Uh-tê-rê-rê: Isso e ficar zanzando de sunga por Copacabana...
Segue a explicação do que foi citado na conversa:
Arcturus: Acho que rolou antes de o Moreto chegar. O Werter agora tá viciadinho (isso porque eu já falo dessa merda há uns dez mil anos e vocês não me ouvem!). Na reunião, tocou o The sham mirrors, que é o melhor dos discos que eu conheço deles. Muito foda... melhor álbum de pós-black metal de todos os tempos.
Faust: Sei lá como se explica uma porra dessas. Surreal e essencial. Não faz o menor sentido, mas vale uma sambadinha.
Josh Rouse: Cantor e compositor americano, meio folk com algumas influências de rock e country (que descrição genérica da porra). Não me lembro mais exatamente como descobri isso (provavelmente foi no RYM), mas fiquei bem viciado por um tempo. Coloquei essa parada pra rolar já no fim com todo mundo bêbado e não sei se vocês vão lembrar, mas sei que o Werter gostou na hora. Se for a onda de ouvir uma parada light, podem baixar o Nashville, melhor disco dele que eu conheço.
Tool: Outra banda que eu falo pra vocês ouvirem há milênios. Outro dia o Dotto veio todo excitado falar comigo que o Aenima (disco que rolou lá em casa) era a coisa mais foda criada pelo homem desde a pizza do Panoccelli. Realmente é genial, metal alternativo-progressivo-moderno e diferente de tudo que você já ouviu.
Evile: Thrashão pésadão inglês. Eu acho muito foda, apesar de não ser muito diferente de outras bandas do estilo. De qualquer jeito, na ocasião nenhum de vocês demonstrou muita empolgação em relação à banda quando tocou.
Uma música do último Manowar: A faixa em questão é a Odin do último disco, Gods of war. Uma das músicas mais fodas da história da banda.
Tortoise: Rolou mais porque o Werter pediu. Isso não é muito música pra colocar em encontro metal da galera, então vale a ouvida de novo com calma em casa. Como sempre, eu recomendo de cara o TNT, que foi o disco que me viciou em post-rock sem eu saber o que era post-rock.
Blotted Science: Banda americana de metal progressivo instrumental, mais pesado do que o se ouve por aí no estilo normalmente. A formação é assustadoramente foda: o guitarrista do Spastic Ink (uma das bandas mais técnicas de todos os tempos), o baixista do Cannibal Corpse (que é um gênio) e o baterista do Behold... the Arctopus (outra banda técnica, porrada e fodaça que merece ser ouvida). O único disco dos caras, The machinations of dementia, é muito bom.
Gente Giant: Banda inglesa de rock progressivo dos '70. Não conheço muito pra ficar falando e nem sei o que tocou aqui em casa... além disso, não posso dizer se gostei ou não, acho que a essa hora eu já tinha passado do ponto. Preciso ouvir com mais calma depois.
Heavens Gate tocando The sentinel: Um dos covers mais fodas da história.
Frantic Bleep: Mais uma banda que eu já falo pra vocês ouvirem há um tempo. Acho que até tocou na primeira edição do Encontro Metal Porra. Pós-black metal com influências de doom, progressivo, alguma coisa de industrial e provavelmente outros estilos que não me vêm à mente agora. Acho o único disco deles, The sense apparatus, um dos melhores do gênero que já ouvi.
Se vocês lembrarem de mais alguma coisa... adicionem aí.
E vamos animar esse blog, porra.
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3 comentários:
Faltou o Halloween, don´t metal with evil. Fenomenal o nome, o cd é quase tão bom.
Você se inspirou no Pareto pra começar a escrever esse post?
Não foi intencional não... mas citações do Pareto são sempre bem-vindas, mesmo que involuntárias.
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