Podem falar o que quiserem, mas, em termos de shows, 2008 está sendo um ano, no mínimo, atípico.
Não só a quantidade de shows de rock/metal anunciados é surpreendente, mas a própria escalação das bandas tem sido de primeira linha.
Até aqui, já tivemos coisas como Iron Maiden (por mais que seja figurinha fácil, não tinha vindo na turnê do último disco, o legal A matter of life and death, e apresentou um setlist ultra fodaralhaço esse ano, só com clássicos), Ozzy Osbourne (eu não gosto, mas não temos como negar a importância do cara), Korn (eu não gosto, mas a minha filha mais nova gosta e é uma das bandas mais influentes do metal na segunda metade dos anos 90), Queensrÿche (eu não gosto e sinceramente não entendo como nego pela tanto o saco), Dream Theater (quer queiram, quer não, é a principal banda de metal progressivo e sinônimo do sub-gênero, mesmo com um disco meia-bomba como esse tal de Systematic chaos), Helloween e Gamma Ray juntos (o que foi mais foda pela idéia em si do que pelos shows propriamente ditos, o que significa que foi fodaço) e Megadeth (ok, não foi fodaço, mas teve Holy wars, porra!). A gente já teve até um Muse lotado (em que eu não fui por motivos puramente cirúrgicos).
Isso tudo sem entrar no quesito São Paulo (ok, o Iron Maiden foi só lá, dá um desconto, vai).
E, porra, já tão confirmados até o fim do ano shows de pelo menos mais três bandas megagigas do rock/metal: Scorpions (em que eu talvez não vá por motivos puramente cirúrgicos), Kiss (a princípio só em São Paulo e com a banda meio falcatrua, mas, porra, é Kiss) e agora Judas Priest.
A clássica banda do trio Tipton/Downing/Halford (quase um Lennon/McCartney do metal) vem apresentar no Brasil o novo disco Nostradamus, conceitual e apenas decente. Apesar de ter músicas extremamente fodas como Prophecy, Revelations, Conquest e Nostradamus e de o carecão Halford cantar em francês e italiano - !!! - os interludiozinhos e as baladinhas safadas matam a fluidez do álbum, a la Nightfall in Middle-Earth. Impressionante como a única banda que soube usar os interludiozinhos e baladinhas safadas na história dos álbuns conceituais do metal foi o Virgin Steele com o House of Atreus ato I.
Mas o que chama a atenção mesmo é o fato de a banda ter acabado de sair em turnê pelos EUA (na talvez mais foda turnê conjunta de todos os tempos, com Testament, Motörhead e Heaven and Hell tudo junto!) e já anunciar as datas da América Latina, que incluem não um, mais dois shows em São Paulo. Dá até vontade de pegar a ponte aérea e ver se eles vão fazer um showzito com o Nostradamus inteiro - o disco nem é tão bom, mas que isso valia a viagem, valia.
Em especial porque a seleção do setlit normal, em termos de música nova, não é grandes coisas. Mas, porra, tem Hell patrol! Puta que o pariu! Hell patrol!
Tem outras coisas fodaças também... mas tem Hell patrol! Puta que o pariu!
Bom, desabafei. Judas Priest. Quem não for é escroto. Escroto!
14 de novembro. Faltar isso é pior que não ir no Festival da Pinga (com seu show sensacional de Zé Ramalho).
Mas o mais maneiro é que a notícia mais bombástica de shows de metal no Brasil da semana nem é essa.
Ano que vem... tem Wacken no Brasil! Dois dias do festival mais fodaço do planeta, em São Paulo, meio a la Rock in Rio Lisboa, mas que se foda. Se só vierem as bandas clássicas (repetecos) já vai ser a devastação ultra-arregaçadora-de-cús de todos os tempos da década. E tenho dito.
Então... porra. Vão nos shows, seu bando de bostas!
PS: Parece que esse ano ainda também teremos Destruction e Revolution Renaissance, a nova e sensacional banda pós-Stratovarius de Timo Tolkki, que no CD de estúdio tem o Michael Kiske cantando... só que nem a pau ele vem pros shows! Mas eu vou! Isso tudo sem falar no quesito São Paulo...
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5 comentários:
Ta revoltado? É por causa da cirurgia? Era o que mesmo? Mudança de sexo? Que é isso meu filho, cheio de porra na boca... mas pelo menos nenhum caralho.
Zoações à parte, apesar de muitos shows legais, não fui em quase nenhum, por motivos quase que exclusivamente financeiros - e que pelo visto ainda durarão por um bom tempo.
Mas realmente tão vindo um monte de bandas legais e outras nem tanto assim:
Iron Maiden - que eu fiquei devendo a resenha -, como você mesmo falou, é figurinha fácil por aqui. De qualquer forma, vieram especialmente para me dar os parabéns e iria ficar meio chato eu dar uma de malagradecido e não comparecer. Além do mais, valeu pelo evento ploc 80´s, com crássicos do auge da banda e desfile de visual retrô thrash bay-area, além da competição da camisa de banda mais tosca e surrada do universo. Aliás, prometeram voltar ano que vem com
um show mais pirotécnico.
Dream Theater valeria a pena ter ido, mas essas bandas resolvem todas vir pra comemorar o meu aniversário e nesse dia já tinha outra comemoração programada. Não rolou de ir.
Já no Helloween/Gamma Ray, Medaguete e Ozzy foi só falta de grana mesmo.
O Scorpions já veio e não fazia muita questão de ir. Queenrÿche também não. Korn e Muse nem menciono.
Sobre os vindouros, o Padre Judas não poderá contar com a minha presença pela já exposta deficiência pecuniária de minha pessoa, fato que lamento profundamente.
O Zé Ramalho em Paraty e Bebeto e sua Banda de forró - imperdoavelmente esquecido por você - também não me verão bêbado de Muricana.
E o Kiss...ahhhh!!!, o Kiss!!!! O Kiss não desiste. Vamos ver o que eu posso fazer pra dar o ar da graça lá em Sao Paulo. Haja dinheiro!
E que venham o Vaquem in SP e a bufunfa!
Eu acho que escrevi esse post meio bêbado, daí o alto teor de palavras de baixo calão.
Isso e o fato de eu ter ficado empolgado.
Acho que vou até inaugurar uma nova tradição: responder posts bêbado.
O problema é que ninguém nunca posta nada nesse maldito blog, então, se for de depender disso pra beber é caapz até do meu fígado se renegenar completamente.
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