sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O dia que nunca chega

Enquanto escrevo isso, tô re-re-reouvindo a nova música do Metallica, The day that never comes, primeiro single do novo CD, Death magnetic.

"E presta?"

Não sei. Não formei opinião ainda, mas com certeza a música tem seus lances interessantes. A começar pela duração de oito minutos (parece que o CD novo só vai ter música grande praticamente), o que não deixa de lembrar tanto as obras-primas da banda quanto o execrado St. Anger (que nem é tão ruim assim, vai).

Uma das coisas mais legais da música é que ela muda pracaralho ao longo dos tais oito minutos e essas mudanças vão remetendo a várias fases diferentes da banda. Em termos de estrutura, ela é da linhagem Fade to black, Welcome home (sanitarium) e One.

O início, baladesco, está mais pra Load do que qualquer coisa, enquanto certas passagens pesadas remetem ao estilo do preto. Depois de quatro minutos e alguma coisa, o James Hetfield decide calar a boca e a banda ataca com uma longa seqüência instrumental que faz pensar no And justice for all e algumas quebradas indicam como o St. Anger poderia ter soado com uma produção mais convencional (a passagem do "this I swear" é um bom exemplo).

Mas nada pode ser mais irado do que a volta dos solos. Nem vou dizer que o Kirk Hammet está ultra-inspirado, mas os solinhos fizeram falta no St. Anger e, meu deus!, tem até guitarrinha dobrada. E guitarrinhas dobradas sempre são iradas. Sempre! Parece até que o Metallica lembrou que um dia honrou a parte "metal" do nome.

A música não é nenhuma obra-prima não. Meu veredito temporário seria algo tipo "legal". Tem uns riffs maneiros, um tom meio épico até. É interessante o suficiente pra me pilhar pra ouvir o CD novo inteiro quando sair, dia 12 de setembro.

2 comentários:

Filipe Diniz disse...

Soneca,

a parte do Mama Said eu escrevi pensando no que você iria me falar quando visse... hehehe, mas eu tb tive mais ou menos a mesma impressão que você. Eu achei que essa música é estranha basicamente porque parece que eles não sabem onde querem chegar com ela...

Sim! Guitarras dobradas sempre são legais!

Não! St Anger é uma merda sim!

Muito legal a resenha como sempre!

abraço!

Dotto disse...

Colé Diniz... Finalmente um visitante!!
Resenha de música? A gente podia começar a fazer resenha de solos de guitarra tb... ou viradas de bateria.