Esse blog tá meio devagar e eu to sem saco pra escrever algo mais elaborado, portanto vou só mencionar algumas paradas maneiras que descobri ou me empolguei e que poderão algumas virar posts independentes.
Era Vulgaris - Queens of the Stone Age
Quem diria que a banda do cara peladão do Rock in Rio III poderia ser tão foda. Definitivamente são os maiores representantes do Rock alternativo e uma das mais legais bandas de rock da atualidade. O Era Vulgaris é o último album deles, de 2007 - no caso, me refiro a uma versão com faixas bônus -, o segundo de estúdio sem Nick Oliveri (B), o peladão, e talvez o melhor do ano. Tão bom quanto o Songs for the Deaf - às vezes melhor, às vezes pior -, corrobora a genialidade e o ecletismo do Josh Homme (G, V), passeando desde o Kiss até o King Crimson. É meio difícil apontar algum destaque, mas I´m Designer, Misfit Love, Battery Acid, Make it Wit Chu, Suture up your Future, Run, Pig, run, The Fun Machine..., WhiteWedding e Era Vulgaris - que ridículo, citei metade do cd - são muito fodas. Ouçam.
Dwarf Fortress
O jogo mais complexo do mundo. Um RTS, uma espécie de warcraft misturado com Lemmings, mas com cem vezes mais opções. Você controla uma expedição de anões que se estabelece para construir uma fortaleza. O interessante é que não se pode manipular diretamente os anõezinhos, que por sinal são bem burros, o que cria um certo distanciamento entre o jogador e o mundo em questão e dá um ar meio contemplativo ao jogo, como se fossemos um deus a tentar guiar seres meio limitados intelectualmente. A complexidade do jogo é tão grande que se pode jogá-lo por meses e ainda assim não conhecê-lo completamente. Por exemplo, só para se ter uma idéia, para se construir uma bolsa, primeiramente se deve colher um certo tipo de planta, processá-la num certo tipo de workshop para de obter as fibras necessárias, para numa outra oficina se fabricar o tecido - que pode ser pintado numa tinturaria, que para se obter a tinta precisa de um outro procedimento similar -, para num tear ser confexionada a tal bolsa, sendo que cada atividade dessas requer um anão com uma habilidade específica. Claro que também é possível comprá-la diretamente de uma caravana ou comprar o tecido para apenas costurá-la. E assim vai. O mais incrível é o jogo ser todo em ASCII, o que o torna um tanto impenetrável. De qualquer forma, existem tilesets pra deixar os "gráficos" menos confusos. O único porém é a interface que é muito tosca - o jogo ainda está em versão alpha. Não é para todo mundo, mas vale a conferida. Foi todo desenvovido por uma única pessoa - talvez o cara mas nerd do mundo. Joguem.
My Wife and Kids (Eu, a patroa e as crianças)
Passa no SBT e em algum canal da NET. Um Married with Children (Um amor de família) de e para afro-descendentes. O pai é o maior filha-da-puta e psicopata do universo. Os atores, tanto os adultos quanto as crianças, são excelentes e muito engraçados. Assistam.
Memórias da casa dos mortos - Dostoiévski
Ainda não terminei de ler, mas como já citei um disco, um jogo e um programa de TV - já que não me lembrei de nenhum filme até agora -, tinha que falar da midía que faltava - não vou propor uma escultura, nem um quadro ou peça -. É sobre o período em que o autor esteve preso. O cara é um gênio, pqp! Deve ser o maior psicólogo de todos os tempos. É incrível a análise que ele consegue fazer dos personagens e as descrições psicológicas destes, além da capacidade de ilustrar as ambientações mais densas e impregnadas do universo. Pra falar um pouco mais e não acrescentar muita coisa - com certeza mereceria um post só para ele - , prefiro não falar mais nada. Leiam.
Sísifo - Diana Hollanda
Disse que não ia falar de nenhuma peça, até mesmo porque nunca vou ao teatro, mas me lembrei da peça da Diana que está em cartaz até domingo na Uni-Rio. Achei muito boa e me causou umas sensações muito maneiras e bizarras. É dessas formatações modernosas que não sei caracterizar, onde você perambula por dentro da peça, e diversas vezes me senti perdido e sem saber quem era ator e quem não era. O mais surreal foi pensar que as pessoas lá poderiam achar que eu era ator na peça. Compareçam.
Solaris - Andrei Tarkovsky
Já que quero falar de algum filme, o melhor de todos os tempos - e já há algum tempo -. A melhor ficção científica existencial russa dos anos setenta de todos os tempos. Não é uma boa pedida quando se está com sono ou entediado, apesar de achá-lo tão bom que poderia vê-lo até num sábado escaldante ao meio-dia. Assistam-no.
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5 comentários:
Tô quase 100% por fora dessas suas novas boas que na sua maioria são tão velhas que eu nem sei como você tem a cara de pau de chamar de novas.
Nunca li Dostoiévski, nunca vi Tarkovski e nunca vi My wife and kids, o que eu não tenho muita vontade de fazer.
Já tentei jogar esse Dwarf fortress, mas é chato pracaralho. Coisa de masoquista desocupado.
Quanto ao Queens of the Stone Age, faz tempo que eu não ouço, e nunca peguei esse CD, mas continuo achando que a única coisa realmente foda que eles fizeram (e que eu já ouvi) é o Songs for the deaf.
Sobre a peça da Diana não vou tecer comentários por aqui. Aliás, até hoje tô devendo um texto sobre a peça pra ela...
é... eu tentei me redimir com ela através desse post e ficando de porteiro por lá. Quanto ao resto não sei, mas ao menos ouça o QOTSA que acho que você vai se amarrar.
Aliás... essa resposta também foi bêbada?
Não... acho que essa resposta foi do tipo 'estou desocupado no trabalho'.
Que são os dois tipos básicos de se postar num blog: Bêbado ou no trabalho.
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